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Olá..estou apenas testando..
Angelica
Enviado às 03:57 pm, por angelica
Estimado Tomaz e colegas: isso é só um teste. Uma forma de esquentar as baterias e, dizer que estou com saudades dos nossos encontros, das leituras e dos atravessamentos que se fazem. Até mais, Karen.
Enviado às 05:40 pm, por Karen Elisabete Rosa Nodari
"Piano preparado", de Cage
Explicação do André sobre o "piano preparado de Cage" (MP, v. 4, p. 161):
“Piano bem preparado” faz uma alusão (cômica, o Cage era muito bem humorado) ao “Cravo bem Temperado” de Bach. O sistema temperado é aquele sistema de alturas definidas, timbres definidos, bem reconhecíveis. Mas Cage prepara um piano, adicionando objetos variados sobre suas cordas, pregos, pesos, borrachas etc. transformando-o num instrumento de percussão. Então, compõe uma obra para ser tocada com esse novo instrumento, “o piano bem preparado”. Como o piano perde suas alturas definidas, sendo que as notas se desconfiguram enquanto notas afinadas e perde seu timbre característico, torna-se um instrumento desafinado e com inúmeros timbres e, já que cada uma de suas cordas apresenta um timbre diferente, afinada numa altura irreconhecível pelo sistema temperado ele deixa de ser “temperado” e passa a ser “preparado”. O piano preparado é o piano subtraído do sistema temperado.
Enviado às 08:52 pm, por tomaztadeu
Sobre "glass harmonica", mencionada na p. 167 do platô do Ritorneto, leia aqui (em inglês).
Enviado às 08:11 pm, por tomaztadeu
Leituras cruzadas: lendo e relendo o Tratado de nomadologia (Platô 5) encontro na p. 28 uma referência sobre ritmo: "(...) a esse respeito estudos recentes sobre o ritmo, sobre a origem dessa noção, não nos parecem inteiramente convincentes, pois dizem que o ritmo nada tem a ver com o movimento das ondas, mas designa a forma em geral, e mais especialmente a forma de um movimento mensurado, cadenciado. Contudo ritmo e medida jamais se confundem. E, se o atomista Demócrito é precisamente um dos autores que empregam ritmo no sentido de forma, não se deve esquecer que é em condições muito precisas de flutuação e que as formas de átomos constituem primeiramente grandes conjuntos não métricos, espaços lisos tais como o ar, o mar ou mesmo a terra (magneares). Há tipicamente um ritmo mensurado, cadenciado, que remete ao escoamento de um rio entre suas margens ou à forma de um espaço estriado; mas há também um ritmo sem medida, que remete a fluxão de um fluxo, isto é, a maneira pela qual um fluído ocupa um espaço liso. Sendo que o primeiro estaria ligado a ciência da forma-Estado e o segundo a ciência nômade.
Enviado às 10:42 am, por Karen Elisabete Rosa Nodari
Re entrância ou outro desconhecido meio desse rizoma seminário. Hasta lo 23. Chico
Enviado às 06:38 pm, por
Colegas, a encontrar e atuais, entro em nosso blog, devir aventura entre-semestres. Abraços. Chico
Enviado às 02:58 am, por
Colegas, a constituir e atuais, entro no nosso blog, onde o nosso devir aventura permeia entre-semestres. Abraços. Chico
Enviado às 02:54 am, por
Nem bem tinha se extinguido a voz gravada de Luca, gaguejando, a-ma-man-do a-pai-xo-xo-na-da-mente, e já ecoava, na 703, a voz nervosa de mensageiros e mensageiras de Bacon recitando emocionados versos de um criador de répteis e aracnídeos. Pano rapidíssimo. Nesse meio-tempo, Beckett mal via e mal dizia e embaralhava tudo, e Kafka enfiava a cabeça no peito, para depois erguê-la, enquanto minorava a literatura. Teimosamente, o amanuense de Melville insistia I would prefer not. Virginia Woolf fazia tudo ligar-se com tudo em Mrs. Dalloway, num passeio de esquizofrênico: un vrai agencement. Sem esquecer dos sopros gritados e desesperados de Artaud. Neste blog falou-se de tudo isso e muitas outras coisas. Aqui e no espaço da aula, houve muitos encontros. Dos que aumentam a potência, of course. Tudo foi tão ligeiro que não houve nem tempo para despedidas. Que, de minha parte, faço-as agora. Com toda a emoção de ter participado de uma experiência coletiva (toda enunciação é coletiva, lembram?), plena de bons encontros, de remontagens ao virtual, de atingimento daquele ponto em que não se é mais nada e tudo ainda é possível. Não vai dar pra esquecer nada disso. E, sobretudo, não vai dar pra esquecer a noite molhada de 14 de julho de 2004. Desculpem-me se destaco dois nomes. O da Sandra, por artistar, por delirar, por surtar. E insuflar vitalidade nessa linha chamada de pesquisa, mas que, para nós, é também de fuga. O do Sérgio por ter topado, com todo entusiasmo, com toda a energia, com toda a tesão as experiências propostas. Não posso continuar. É preciso continuar. Vou continuar. Mas sem nenhum tralalá. Só entoando, suavemente, uma cançãozinha, um ritornelo.
Enviado às 01:17 am, por tomaztadeu
Achei que tinha ficado claro que o seminário tinha terminado com o sarau. Como, aparentemente, algumas pessoas estão pensando que ainda haverá aula nesta segunda, dia 19, estou confirmando que NÃO. Na próxima mensagem, dou o meu ADEUS a este blog.
Enviado às 12:46 am, por tomaztadeu
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